sexta-feira, março 16, 2012

Terminologia em psicopatologia: Dalgalarrondo (2000)


 Capitulo 10
A consciência e suas alterações

Obnubilação ou turvação da consciência: trata-se do rebaixamento da consciência em grau leve a moderado. À inspeção inicial, o paciente pode já estar claramente sonolento ou parecer desperto, o que dificulta o diagnóstico. Há sempre diminuição do grau de clareza do sensório, com lentidão da compreensão e dificuldade de concentração. 
Sopor: é um estado de marcante turvação da consciência, no qual o paciente pode ser despertado apenas por estímulo enérgico, sobretudo de natureza dolorosa.
Delirium: é o termo atual mais adequado para designar a maior parte das síndromes confusionais agudas (o termo “paciente confuso” muito usado em serviços de emergência e enfermarias médicas). O delirium diz respeito aos vários quadros com rebaixamento leve a moderado do nível de consciência, acompanhados de desorientação temporoespacial, dificuldade de concentração, perplexidade, ansiedade em graus variáveis, agitação ou lentificação psicomotora.   
Estado onírico: é o termo da psicopatologia clássica para designar uma alteração da consciência na qual, paralelamente à turvação da consciência, o indivíduo entra em estado semelhante a um sonho muito vívido.
Amência: era utilizado na psiquiatria clássica para designar quadros mais ou menos intenso de confusão mental por rebaixamento do nível de consciência, com excitação psicomotora.
Estados crepusculares: é um estado patológico transitório no qual uma obnubilação da consciência (mais ou menos perceptível) é acompanhada de relativa conservação da atividade motora coordenada.
Estado segundo: estado patológico transitório semelhante ao estado crepuscular, caracterizado por uma atividade psicomotora coordenada, a qual, entretanto, permanece estranha à personalidade do sujeito acometido e não se integra a ela.
Dissociação da consciência: Tal expressão designa a fragmentação ou a divisão do campo da consciência, ocorrendo perda da unidade psíquica comum do ser humano.
Transe: estado de dissociação da consciência que se assemelha a sonhar acordado, diferindo disso, porém, pela presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial. O estado de transe ocorre em contextos religiosos e culturais.
Estado hipnótico: é um estado de consciência reduzida e estreitada e de atenção concentrada, que pode ser induzido por outra pessoa (hipnotizador). Trata-se de um estado de consciência semelhante ao transe, no qual a sugestionabilidade do indivíduo está aumentada, e a sua atenção, concentrada no hipnotizador.
Experiência de quase morte, EQM: um estado especial de consciência especial é verificado em situações críticas de ameaça grave à vida, como parada cardíaca, hipoxia grave, isquemias, acidente automobilístico grave, entre outros. São experiências muito rápidas (de segundos a minutos).  
 

Capítulo 11
A atenção e suas alterações
 Direção da consciência- âmbito normal onde a consciência se direciona a algo, algum lugar ou alguém quando é necessário foco.
Selecionar, filtrar e organizar- triagem de determinados itens por valores, medidas ou números.
Natureza da atenção- origem primária do estímulo que gerou a atenção.
Atenção voluntária- atenção voltada a algo ou alguém por livre escolha.
Concentração- ato de agrupar foco, manter mentalização rígida em determinado objeto.
Atenção espontânea- atenção voltada a algo ou alguém por questão de espontaneidade, ímpeto.
Direção da atenção- focalizar algo ou alguém com o intuito de analisar o objeto da atenção.
Atenção externa- atenção voltada á objetos no meio em que o atencioso se encontra. O ato de permanecer e observar ao invés de só ver de relance esses objetos.
Atenção interna- auto-observação aumento da consciência e noção dos objetos internos, tais como pensamentos e sentimentos.
Amplitude da atenção- direção e área que a atenção cobre em determinado foco.
Atenção focal- atenção voltada a um ponto em singular; manter o foco do pensamento; o ato de observar atentamente.
Atenção dispersa- atenção que muda constantemente o foco de interesse.
Tenacidade- A tenacidade, ou capacidade de concentração, é a capacidade de manter a atenção em um determinado objeto por certo tempo
Vigilância- Estar desperto, lúcido, ter a consciência clara e sem alterações.
Atenção flutuante- consiste num esforço de evitar que a atenção seja fixada, intencionalmente, num elemento determinado, deixando-se guiar, nessa seleção, pelas próprias aspirações e expectativas.
Capacidade- Qualidade de quem é apto a fazer determinada coisa, a compreendê-la; competência.
Foco de atenção- atenção concentrada em algo ou alguém.
Atenção seletiva- atenção em que o foco maior está tão voltado para algo ou alguém que os outros estímulos do ambiente não tendem a ser lembrados ou discernidos.
Seleção de resposta- resposta a determinado estímulo em que se escolhe a via de ação; pensamento voluntário verbalizado ou não.
Controle seletivo- processo de variante manipulável, exigência estratégica diferente dependendo do estado de determinado processo.
Atenção constante ou sustentada- atenção fixa em algo ou alguém por tempo determinado.
Sistema reticular ativador ascendente (SRAA)- estrutura da formação reticular, presente na parte cerebral mais profunda, adjacente ao mesencéfalo; responsável pela ativação cortical e conseqüente estado de vigília.
Tálamo- região de núcleos de neuronais do encéfalo; duas massas neuronais situadas na profundidade dos hemisférios cerebrais; centro de organização cerebral.
Corpo estriado- No cérebro, são respectivamente as Substância branca e cinzenta organizadas em estrias; formado pelos núcleos caudado e lentiforme.
Córtex parietal posterior direito- área cerebral que analisa, interpreta e integra as informações recebidas, interage permitindo-nos a localização do nosso corpo no espaço, o reconhecimento dos objetos através do tato, etc.
Córtex pré-frontal- parte da frente do lobo frontal, encarregada das ações de estratégia: decidir que seqüência de movimento ativar, em que ordem e avaliar o seu resultado.
Giro cingulado- Área situada na face medial do cérebro entre o sulco cingulado e o corpo caloso, que é um feixe nervoso que liga os 2 hemisférios cerebrais. Área ainda estudada por especialistas, porém já se sabe sua porção frontal coordena a sensação de odores peculiares à pessoa em questão e visões com memórias agradáveis de emoções anteriores.
Lobo temporal medial- parte medial do lobo temporal direito ou esquerdo.
Núcleos intralaminares do tálamo- núcleos celulares localizados na lâmina medular interna do tálamo.
Núcleo reticular do tálamo- núcleo cortical específico da área reticular do tálamo, ajudam a regular a intensidade da excitabilidade das vias neurais (dor, prazer, etc.).
Córtex parietal- a substância cinzenta do cérebro na área parietal. Relacionada com a seleção sensorial específica.
Córtex frontal do cíngulo- linha de sulco que contorna o corpo caloso no cérebro pela parte supra-hipocampal. Relacionada com a intensidade do foco de atenção à motivação.
Córtex pré-frontal- parte da frente do lobo frontal, encarregada das ações de estratégia: decidir que seqüência de movimento ativar, em que ordem e avaliar o seu resultado
Pré-frontais dorso-laterais (Córtex)- área situada na porção mais externa e alta do cérebro; relacionada com a seleção de respostas e controle seletivo.
Pré-frontais orbitomediais (Córtex)- área da córtex frontal localizada logo acima dos globos oculares, relacionados às modulações dos impulsos, ao humor e á memória de trabalho.
Lobos temporais- anatomicamente no cérebro, são estruturas límbicas pareadas, um de cada lado do cérebro e localizados singulares em seus respectivos hemisférios.
Hipoprosexia- Consiste no enfraquecimento acentuado da Atenção em todos os seus aspectos, isto é, tanto da Atenção voluntária, quanto da Atenção espontânea (tenacidade e vigilância); diminuição geral da atenção.
Aprosexia- Psicopatologia que consiste na incapacidade de fixar a atenção em determinado objeto ou de se concentrar num trabalho; total abolição da capacidade de atenção, por mais fortes que sejam os estímulos utilizados.
Hiperprosexia- hiperatividade da atenção espontânea, atenção exacerbada, interesse simultâneo às mais variadas solicitações sensoriais, sem se fixar sobre nenhum objeto determinado.
Distração- Falta de atenção; irreflexão, esquecimento, inadvertência.
Distraibilidade- Facilidade com que se perde a atenção; perda súbita da atenção.
Valor diagnóstico das alterações da atenção- diagnóstico essencial para análise clínica de distúrbios psicopatológicos, ação primordial para se ter início de um curso de ação no tratamento de tais patologias.
Transtornos do humor- transtornos que têm como característica predominante uma perturbação humoral; transtornos depressivos ou transtornos bipolares.
Quadros maníacos- apresentação de reação descontrolada em fazer algo com extrema repetição sem nenhuma necessidade real e imediata em parâmetros normais.
Quadros depressivos- apresentação de alterações comportamentais, emocionais e de pensamento, tais como, afastamento do convívio social, perda de interesse nas atividades profissionais, acadêmicas e lúdicas, perda do prazer nas relações interpessoais, sentimento de culpa, baixa auto-estima, desesperança, apetite e sono alterados, sensação de falta de energia e dificuldade de concentração.
Transtornos obsessivo-compulsivo (TOC)- psicopatologia relativa à obsessão e compulsão, comportamento e idéias atípicas, incontroláveis, repetitivas e persistentes.
Esquizofrenia- quadro psicopatológico que se caracteriza por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas; severo transtorno do funcionamento cerebral.
Transtornos do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)- psicopatologia que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.


 Capítulo 12
A orientação e suas alterações
 Orientação-autopsíquica - reconhecimento individual; capacidade de fornecer dados de sua identificação, saber quem é seu nome, idade, nacionalidade, profissão, estado civil, etc.
Orientação alopsíquica- reconhecimento de tempo e espaço; capacidade de estabelecer informações corretas acerca do lugar onde se encontra tempo em que vive, dia da semana, do mês, etc.
Continuidade temporal- noção fisiológica de tempo e espaço inerente aos seres humanos.
Lesões corticais difusas- lesões de cunho propagativo e/ou generalizado apresentadas na córtex cerebral.
Lesões mesotemporais- lesões apresentadas em região medial de um ou nos dois lobos temporais.
Orientação espacial- capacidade de deslocar-se no espaço em que se encontra; saber como ir de um bairro a outra da cidade, etc.
Lobos parietais- parte da córtex cerebral relacionada ao processamento dos estímulos auditivos, localizados adjacentes às partes crânio-parietais.
Hemisfério direito- em divisão cerebral, a metade direita do cérebro.
Córtex occipital associativo- área córtico cerebral responsável pela percepção, visão, leitura e palavra.
Orientação temporal- capacidade de situar-se em função da sucessão dos acontecimentos (antes, durante e depois), da duração dos intervalos (noção de tempo longo e curto, noção de cadência rápida e lenta).
Circuitos hipocampais-límbicos- área cortical cerebral associada ao controle dos sintomas comportamentais como raiva, insônia e inquietações.
Desorientação por redução de nível de consciência- desorientação em relação ao tempo e espaço devido á perda do estado de consciência, vigília; desorientação torporosa ou confusa.
Desorientação por déficit de memória imediata recente- perda da orientação em que se apresenta quadro de esquecimento repentino de informações recentes; desorientação amnésica.
Desorientação demencial- quadro de desorientação em que ocorre perda da memória de fixação, perda do reconhecimento de ambiente e desorganização total das funções cognitivas.
Desorientação apática ou abúlica- quadro em que a orientação se encontra em âmbito normal, porém ocorre falta de interesse, inibição psíquica ou insuficiente energia psíquica para a elaboração das percepções e raciocínio; percepção normal do ambiente, porém sem análise própria ou vontade de ação. Mais comum em quadros de depressão.
Desorientação delirante- estado delirante em que a pessoa não tem discernimento completo de sua identificação pessoal ou lugar no tempo e espaço em que se encontra, acreditando estar vivenciado um lugar e tempo diferente do atual.
Dupla orientação- permanência simultânea da orientação verdadeira ao lado de uma falsa, ou seja, o mundo real sincrônico ao mundo psicótico, como ocorre em esquizofrênicos. Por exemplo, um paciente orientado em tempo e lugar que acredita estar no inferno ou em uma prisão.
Desorientação por déficit intelectual- quadro em que a desorientação está alterada por existir um fator de falta de inteligência para correlacionar ambientes, pessoas, tempo, dias, etc.; pode ocorrer no retardo mental; desorientação oligofrência.
Desorientação por dissociação- quadro em que a orientação tem perda parcial ou completa das funções normais de integração das lembranças, da consciência, da identidade e das sensações imediatas decorrentes de algum quadro histérico grave; desorientação histérica.
Desorientação por desagregação- quadro em que a orientação se fragmenta, o diálogo se apresenta sem determinação normal, apresentando conversa sem sentido, incapacidade de formar frases em conformação normal, o paciente apresenta atividade mental gravemente desorganizada.
Desorientação quanto à própria idade- alteração em que se apresenta falta parcial ou completa do conhecimento quanto à própria idade; paciente relata uma discrepância em relação à idade com uma diferença de 5 anos ou mais entre sua idade real e aquela que diz ter.

 Capítulo 13
As vivências do tempo e do espaço e suas alterações

Vivência do tempo e do espaço- noção do tempo e do espaço no momento presente; dimensões fundamentais de toda a vivência humana.
Ritmo circadiano- período sobre o qual se baseia o ciclo biológico humano, analisado em aproximadamente 24 horas; relógio biológico.
Ritmos mensais- relacionados principalmente aos ciclo menstrual; dura cerca de 28 dias.
Variações sazonais- movimentos periódicos intra-anuais provocados pelos calendários climáticos ou institucionais; as quatro estações do ano.
Grandes fases da vida- fases de mudança na vida de uma pessoa; gestação, infância, adolescência, período adulto e velhice.
Taquipsiquismo- pensamento rápido; é o aumento esporádico na atividade cerebral, no ritmo de produção de pensamentos e da atividade mental em geral; aceleração de todas as funções psíquicas.
Bradipisiquismo- pensamento lento; é a diminuição anormal do ritmo de produção de pensamentos e da atividade mental em geral; lentificação de todas as atividades mentais.
Intoxicações por alucinógenos- estado que ocorre após uso de drogas, em que a consciência do sujeito pode ser prejudicada, ou seja, o indivíduo pode ficar sonolento e até entrar em coma.
Psicoestimulantes- drogas que tem ações de aumento da atividade motora e redução da necessidade de sono. Estas drogas diminuem a fadiga, induzem a euforia e apresentam efeitos simpaticomiméticos (aumento das ações do sistema nervoso simpático).
Psicoses- quadro psicopatológico em que o estado psíquico do indivíduo apresenta perda de contato com a realidade.
Situações emocionais especiais- apresentação de sentimentos ocasionais ou repentinos como tristeza, medo, ansiedade, estresse, etc..
Estados de exaltação- estados de elevação em determinados sintomas comportamentais como humor e raiva.
Agitação maníaca- Caracteriza-se por aumento da psicomotricidade (movimentação física rápida), humor eufórico, desinibição, podendo ter curso do pensamento acelerado com fuga de idéias.
Síndromes depressivas graves- quadro generalizado e extenso de depressão ligada a alguma origem determinada ou não.
Pacientes esquizofrênicos- indivíduo que sofre de esquizofrenia.
Ansiosos- aqueles que se sentem aflitos, que receiam que uma coisa suceda ou não; aqueles que sofrem pela espera, que anseiam que esperam com impaciência por alguém ou algo.
Obsessivo-compulsivo- indivíduo que possui patologia apresentando obsessões e compulsões sofrem de idéias e/ou comportamentos que, em análise comum, podem parecer absurdas ou ridículas para a própria pessoa e para os outros e mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes.
Estado de êxtase- ênfase exacerbada em relação a determinados estímulos mentais.
Estado maníaco- apresentação imediata e/ou constante de algum quadro de mania.
Quadros depressivos- apresentação de alterações comportamentais, emocionais e de pensamento, tais como, afastamento do convívio social, perda de interesse nas atividades profissionais, acadêmicas e lúdicas, perda do prazer nas relações interpessoais, sentimento de culpa, baixa auto-estima, desesperança, apetite e sono alterados, sensação de falta de energia e dificuldade de concentração.
Quadro paranóide- apresentação de tendência injustificada ao interpretar os atos de outras pessoas como sendo deliberadamente ameaçadores ou degradantes; desconfiança de outras pessoas e incapacidade de admitir seus próprios sentimentos negativos com relação aos outros.
Agorafobia- Medo incapacitante de espaços abertos e/ou multidões, principalmente se a saída ou auxílio não estiverem imediatamente disponíveis.

Capítulo 14
Sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação)

Sensação: define-se como o fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos receptores, os estimulado.
Percepção: Entende-se a tomada de consciência, pelo indivíduo, o estímulo sensorial. Arbitrariamente, então se atribui à sensação a dimensão neuronal, ainda não plenamente consciente, no processo de sensopercepção. Já a percepção diz respeito à dimensão propriamente neuropsicológica do processo, à transformação de estímulos puramente sensoriais em fenômenos perceptivos conscientes. Piéron (1996) define percepção como a tomada de conhecimento sensorial de objetos ou de fatos exteriores mais ou menos complexos.
Apercepção: O termo apercepção foi introduzido pelo filósofo Leibniz (1646-1716), significando a plena entrada de uma percepção na consciência e sua articulação com os demais elementos psíquicos.
Aperceber: É perceber algo integralmente, com clareza e plenitude, por meio de reconhecimento ou identificação do material percebido com o preexistente.
Imagem representativa ou mnêmica : Se caracteriza por ser apenas uma revivescência de uma imagem sensorial determinada, sem que esteja presente o objeto original que a produziu.
Representação : É a reapresentação de uma imagem na consciência, sem a presença real, externa, do objeto que, em um primeiro momento, gerou uma imagem sensorial.
Imagem eidética (eidetismo) : É a evocação de uma imagem guardada na memória, ou seja, de uma representação, de forma muito precisa, com características semelhantes à percepção. A imagem eidética é experimentada PR alguns indivíduos que, por uma capacidade excepcional, conseguem ver um objeto com muita nitidez e clareza (uma cadeira, a face de uma pessoa, etc.). A evocação de uma imagem eidética é voluntária e não representa necessariamente sintoma de transtorno mental.    
Pareidolias: São as imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do ambiente. Ao olhar uma nuvem e poder ver nela um gato ou um elefante, a criança está experimentando o que se denomina pareidolia. Da mesma forma, ocorre pareidolia ao se olhar uma folha com manchas imprecisas e, por meio de esforços voluntário, visualizarem nessas manchas determinados objetos. Ambas as formas de percepção artificialmente modificadas devem ser classificadas como pareidolias.
Imaginação : É uma atividade psíquica, geralmente voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado (imagem mnêmica) ou na criação de novas imagens (imagem criada). A imaginação, ou processo de produção de imagens, geralmente ocorre na ausência de estímulos sensoriais.
Fantasia ou fantasma : É uma produção imaginativa, produto minimamente organizado da imaginação. No sentido psicanalítico, a fantasia pode ser consciente ou inconsciente. Ela se origina de desejos, temores e conflitos tanto conscientes como inconscientes. A produção de fantasias é muito freqüente e intensa em crianças. Às vezes, é dominante em certos tipos de personalidades, como nas personalidades histéricas. A produção de fantasias tem uma importante função psicológica: ajudar o indivíduo a lidar com as frustrações, com o desconhecidos e, de modo geral, com os seus conflitos. Muitas pessoas encontram grande prazer em suas atividade fantasmáticas, e os profissionais da criatividade (artistas, inventores, poetas, etc.) dependem basicamente de sua capacidade de produzir, desenvolver e elaborar suas fantasias.
Hiperestesia : É a condição na qual as percepções encontram-se anormalmente aumentadas em sua intensidade ou duração. Os sons são ouvidos de forma muito amplificada; um ruído parece um estrondo; as imagens visuais e as cores tornam-se mais vivas e intensas. A hiperestesia ocorre nas intoxicações por alucinógenos, como o LSD (eventualmente também após ingestão de substâncias como cocaína, maconha, harmina e harmalina, estas duas últimas contidas na beberagem de uso ritual nas religiões Santo Daime e União do Vegetal), em algumas formas de epilepsia, na enxaqueca, no hipertireoidismo, na esquizofrenia aguda e em certos quadros maníacos. Denomina-se hiperpatia, no sentido neurológico, quando uma sensação desagradável (geralmente de queimação dolorosa) é produzida por um leve estímulo da pele. A hiperpatia ocorre tipicamente nas síndromes talâmicas.
Hipoestesia : É observada em alguns pacientes depressivos, nos quais o mundo circundante é percebido como mais escuro; as cores tornam-se mais pálidas e sem brilho;os alimentos não têm mais sabor; e os odores perdem sua intensidade.
Hipoestesias táteis : São com sentido neurológico, são alterações localizadas em territórios cutâneos de inervação anatomicamente determinadas, compondo as chamadas síndromes sensitivas de interesse à neurologia clínica. As mais comuns são decorrentes de lesões da medula, das raízes medulares dos nervos (hipoestesia em faixa) e dos neurônios periféricos (hipoestesias “em bota” e “em luva” das clássicas polineuropatias).
Anestesias táteis : Implicam a perda da sensação tátil em determindada área da pele. Usa-se, com freqüência, o termo anestesia para indicar também analgesias.
Parestesias : São sensações táteis desagradáveis, em geral espontâneas, descritas pelos pacientes como “formigamentos, adormecimentos, picadas, agulhadas ou queimação” mais ou menos intensas. 
Parestesia de Berger : Ocorre quando um sujeito cruza as pernas por longo tempo e passa a sentir formigamento, adormecimento e fraqueza em perna, por compressão transitória do nervo correspondente.
Disestesias: São sensações anômalas, em geral dolorosas, desencadeadas por estímulos externos; assim, ao estimular a pele a pele do paciente com calor, este refere sensação de frio; e, após um leve roçar sobre a pele, refere dor.
Ilusão : Caracteriza pela percepção deformada,alterada, de um objeto real e presente. Na ilusão, há sempre um objeto externo real, gerador do processo de sensopercepção, mas tal percepção é deformada, adulterada, por fatores patológicos diversos.
Alucinações auditivas simples : São aquelas nas quais se ouvem apenas ruídos primários. Elas são menos freqüentes que as alucinações auditivas e complexas.
Tinnitus : Correspondem à sensação subjetiva de ouvir ruídos, tais como zumbidos, burburinhos, cliques, estalidos.Podem ser contínuos, intermitentes ou pulsáteis.
Alucinação audioverbal : É quando o paciente escuta vozes sem qualquer estimulo real. São vozes que geralmente o ameaçam ou insultam. Quase sempre a alucinação audioverbal é de conteúdo depreciativo e/ou de perseguição.
Eco do pensamento: É experimentada como a vivência sensorial de ouvir o pensamento, no momento mesmo em que este está sendo pensado ou de forma repetida, logo após ter sido pensado.
Sonorização do próprio pensamento: É um fenômeno do tipo alucinatório no qual a vivência é semelhante a uma alucinação auditiva audioverbal, em que o paciente reconhece claramente que está ouvindo os próprios pensamentos, escuta-os no exato momento em que os pensa.
Sonorização de pensamentos como vivência alucinatória-delirante: É a experiência na qual o indivíduo ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça por alguém estranho, sendo agora ouvidos por ele.
Publicação do pensamento: O paciente tem a nítida sensação de que as pessoas ouvem o que ele pensa no exato momento em que está pensando.
Alucinações visuais simples ou escotomas: São pontos cegos ou manchas no campo visual. Eles podem ser positivos, absolutos, negativos, móveis ou imóveis. Os escotomas indicam, quase sempre, distúrbios oftalmológicos.
Alucinações visuais complexas ou configuradas: incluem figuras e imagens de pessoas (vivas ou mortas, familiares ou desconhecidas), de partes do corpo, de entidades, de objetos inanimados, animais ou crianças.
Alucinação liliputiana: O individuo vê cenas com personagens diminutos, minúsculos, entre os objetos e pessoas reais de sua casa.
Valor diagnóstico das alucinações visuais: Podem ocorrer tanto em estados normais e fisiológicos como em estados de adormecimento ou na fase de despertar do sono e em estados de fadiga e de emoção intensa.
Alucinações cinestésicas: São vivenciadas pelo paciente como sensações alteradas de movimentos do corpo, como sentir o corpo afundando, as pernas encolhendo ou um braço se elevando.
Sensação de uma presença: Nesse caso, o indivíduo tem a nítida sensação de que um ser invisível o acompanha. Embora o paciente seja crítico em relação à natureza ilusória da experiência, a sensação é tão forte que alguns chegam a sentir um impulso para oferecer comida ou cadeira para esse ser acompanhante.
Alucinações hipnopômpicas: Ocorrem na fase em que o indivíduo está despertando.
Alucinações hipnagógicas: Se manifestam no momento em que o indivíduo está adormecendo. Não são sempre fenômenos patológicos, podendo ocorrer em pessoas sem transtornos mentais.
Estranheza do mundo percebido: Na qual o mundo, como um todo, é percebido alterado, bizarro, difícil de definir pelo doente.O mundo parece que se transformou, ou parece morto, sem vida, vazio, ou ainda sinistramente outro, estranho.
Alucinose: É o fenômeno pelo qual o paciente percebe tal alucinação como estranha à sua pessoa. Na alucinose, embora o doente veja a imagem ou ouça a voz ou o ruído, falta à crença que comumente o alucinado tem em sua alucinação.

Alucinose alcoólica: Em geral, ocorre em indivíduos com dependência crônica de álcool e consiste tipicamente em vozes que falam do paciente na terceira pessoa.
Síndrome de Charles Bonnet: Compreende alucinações visuais complexas, reconhecidas pelo paciente como irreais, sem serem acompanhadas de redução do nível de consciência. Tal síndrome ocorre comumente em pessoas com déficit visual marcante ou cegueira, decorrente de doenças oculares, como degeneração macular, hemorragias retinianas ou cataratas.
Pseudo-alucinação: É um fenômeno que, embora se pareça com a alucinação, dela se afasta por não apresentar os aspectos vivos e corpóreos de uma imagem perceptiva real.
Imagem pós-óptica: É o caso, por exemplo, do indivíduo que permaneceu muito tempo estudando histologia,observando atentamente por muitas horas no microscópio determinadas imagens de tecidos e, à noite, no momento em que vai dormi, nota a persistência de tais imagens. Obviamente, isso não é um fenômeno patológico.
Alucinação psíquica: Paim (1986) as descreve como “imagens alucinatórias sem um verdadeiro caráter sensorial”. Assim os pacientes relatam a experiência de ouvirem palavras sem som, vozes sem ruído, vivenciarem uma comunicação direta de pensamento a pensamento, por meio de palavras secretas e interiores que não soam.
Alucinação negativa: Designa a ausência de visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente, também gera controvérsias. Tal ausência ou falha perceptiva é geralmente determinada por fatores psicogênicos em pacientes histéricos ou muito sugestionáveis. 

 
Capítulo 15
A Memória e suas alterações
Memória cognitiva – é uma atividade altamente diferenciada do sistema nervoso, que permite ao indivíduo registrar conservar e evocar, a qualquer momento, os dados aprendidos da experiência.
Memória genética (genótipo) - conteúdos de informações biológicas adquiridas ao longo da história filogenética da espécie, contidas no material genético (DNA, RNA, cromossomos, mitocôndrias) dos seres vivos.
Memória imunológica - Informações registradas e potencialmente recuperáveis pelo sistema imunológico de um ser vivo.
Memória coletiva ou cultural – conhecimentos e praticas culturais (costumes, valores, habilidades artísticas e estéticas, preconceitos, ideologias, estilo de vida, etc.) produzidos, acumulados e mantidos por um grupo social minimamente estável.
Priming – diz respeito a um fenômeno normal e importante do processo de recordação ou evocação.
Recalque - certos conteúdos mnémicos, devido ao fato de serem emocionalmente insuportáveis, são banidos da consciência, podendo ser recuperados apenas em circunstâncias especiais (ficam estocados no inconsciente).
Memória explícita – é adquirida de forma plenamente consciente, sendo também a mais relevante do ponto de vista clínico (aqui estão incluídas as lembranças de fatos autobiográficos).
Memória implícita – é adquirida de forma mais ou menos automática, o indivíduo não se dá conta de que está aprendendo esta ou aquela habilidade (aqui estão incluídos os aprendizados de habilidades motoras, p. ex, andar de bicicleta, e aquisições lingüísticas, como aprender a língua materna).
Memória declarativa – diz respeito a fatos, eventos e conhecimentos que estão memorizados, sendo possível, inclusive declarar verbalmente de que forma foram memorizados.
Memória não-declarativa – refere-se a hábitos e capacidades, em geral motores, sensoriais, sensório-motores ou eventualmente lingüísticos (como nadar, andar de bicicleta, tocar violão, soletrar), sobre os quais é difícil declarar como são lembrados; deve-se fazer alguma destas atividades para demonstrar (inclusive para si mesmo) que tais coisas são lembradas.
Memória semântica – diz respeito ao registro e à retenção de conteúdos em função do significado que têm.
Amnésia psicogênica – há perda de elementos mnémicos focais, os quais têm valor psicológico específico (simbólico e afetivo).
Amnésia orgânica – trata-se de amnésia menos seletiva (em relação ao conteúdo do material esquecido) que a psicogênica.
Amnésia anterógrada – o indivíduo não consegue mais fixar elementos mnémicos a partir do evento que lhe causou o dano cerebral.
Amnésia retrógradas - o indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início da doença (ou trauma).
Amnésia retroanterógradas – déficits de fixação para o que ocorreu dias, semanas ou meses antes e depois do evento patógeno.
Ilusões mnêmicas - nesse caso, há o acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. Por isso, a lembrança adquire caráter fictício.
Alucinações mnêmicas – são verdadeiras criações imaginativas com a aparência de lembranças ou reminiscências que não correspondem a qualquer elemento mnêmico, a qualquer lembrança verdadeira.
Fabulações – são invenções, produtos da imaginação do paciente, que preenchem um vazio na memória. O paciente não tem intenção de mentir ou enganar.
Pseudologia fantástica – ou mentira patológica, histórias e construções fantasiosas, extensas e geralmente mescladas com a realidade, vividas com tanta intensidade que, ao fim, o sujeito crê nelas.
Presentificação do passado - o indivíduo tem a vivência de uma alucinação, a visão de cenas passadas como forma de presentificação do passado.
Lembrança obsessiva – também denominadas idéia fixa ou representação prevalente, manifesta-se como o surgimento espontâneo de imagens mnêmicas ou conteúdos ideativos do passado que, uma vez instalados na consciência, não podem ser repelidas voluntariamente pelo indivíduo.
Agnosias – são definidas como déficits de reconhecimento de estímulos sensoriais, objetos e fenômenos, que não podem ser explicados por um déficit sensorial, por distúrbios da linguagem ou por perdas cognitivas globais.
Agnosia aperceptiva – ocorre, por exemplo, secundária à lesão bilateral das áreas visuais primárias. Nesse caso há déficits de processamento visual, sendo prejudicado o processo de apercepção normal, impossibilitando o adequado reconhecimento visual de objetos.
Agnosia associativa – refere-se ao déficit da formação do percepto. Após reconhecimento adequado, há impossibilidade de associar-se corretamente um sentido, um significado a tal objeto reconhecido sensorialmente; a alteração ocorre, portanto, no processo de acoplagem de determinado sentido a certa apercepção.
Agnosia tátil – apesar de o paciente identificar as formas elementares do objeto, há incapacidade de reconhecimento global de tal objeto.
Astereognosia – o paciente é incapaz de reconhecer as formas do objeto colocado em suas mãos, estando de olhos fechados.          
Agnosias visuais – são aquelas nas quais o paciente não consegue mais reconhecer, pela visão, determinados objetos; enxerga- os, pode descrevê-los, mas não sabe o que realmente são.
Prosopagnosia ou agnosia de reconhecimento de faces – incapacidade de reconhecer membros específicos de determinado grupo genérico de coisas, determinada casa em meio a várias casas, uma face específica em meio a várias faces.
Agnosia auditiva - é a incapacidade de reconhecer sons (sem haver déficit auditivo) não lingüísticos (agnosia auditiva seletiva) ou lingüísticos (agnosia verbal). 
Anosognosia – é incapacidade de o doente reconhecer um déficit ou uma doença que o acomete.
Anosodiaforia – é a incapacidade de o paciente reconhecer o estado afetivo no qual se encontra.
Simultanagnosia – é a incapacidade de reconhecer mais de um objeto ao mesmo tempo.
Grafestesia – é o reconhecimento da escrita pelo tato. Escrevem-se na mão do paciente, letras ou números com um objeto semelhante a uma caneta e pede-se que ele os reconheça com os olhos fechados.
Paramnésia reduplicativa – pacientes conseguem identificar e nomear o hospital onde se encontram, entretanto, afirmam (incorretamente) que este se situa em sua cidade.       
Falso desconhecimento – paciente não reconhece pessoas muito familiares ou outra pessoa muito próxima.
Síndrome de Capgras – o paciente afirma que uma pessoa próxima e familiar que o visitou dizendo ser seu pai ou mãe é, na verdade, um sósia quase idêntico, uma falsa cópia.
Síndrome de Capgras inversa – o paciente te acredita que houve transformação radical em si mesmo, que ele próprio é um impostor. E esse impostor passou a habitar seu corpo, não reconhecendo o corpo como sendo o seu próprio e verdadeiro.
Síndrome do duplo subjetivo – é um tanto semelhante à de capgras inversa. Nesse caso, o paciente acredita que outra pessoa transformou- se fisicamente a ponto de tornar-se idêntica a ele, vindo a ser o seu próprio Eu, um duplo perfeito.
Síndrome de frégoli – é um falso reconhecimento delirante, em que o indivíduo identifica falsamente uma pessoa estranha como se fosse alguém de seu círculo pessoal. Também é denominada de síndrome de falso reconhecimento.
 Síndrome de frégoli inversa – há a crença delirante de que houve uma mudança radical da própria aparência física, sem alteração do self psicológico. O corpo e a aparência física mudaram, mas a sua identidade psicológica permanece igual.
Síndrome da intermetamorfose – o paciente relata que certa pessoa de seu círculo familiar, geralmente percebida como perseguidor, e outra pessoa, estranha, também perseguidor, têm características físicas e psicológicas em comum.
Fenômeno do já visto, do já ouvido, do já pensado, do já vivido (déjà-vu, déjà- entendu, déjà vécu, etc..) – o indivíduo tem a nítida impressão de que o qual está vendo, ouvindo, pensando ou vivenciando no momento já foi experimentado no passado.
Fenômeno do jamais visto (jamais- vu) - O doente, apesar de já ter passado por determinada experiência, tem a nítida sensação de que nunca a viu, ouviu, pensou ou viveu.


 Capitulo 16
A afetividade e suas alterações
 Afetividade: Afetividade é um termo genérico , que compreende várias modalidades de vivências afetivas, como o humor,as emoções e os sentimentos.
A vida afetiva: É a dimensão psíquica que dá cor, brilho e calor a todas as vivências humanas.
Humor ou estado de ânimo: É definido como o tônus afetivo do indivíduo, o estado emocional basal e difuso em que se encontra a pessoa em determinado momento.É um transfundos  essências da vida psíquica.
Disposição afetiva de fundo: É a penetração de toda a experiência psíquica, a lente afetiva que dá as vivências do sujeito, a cada momento, uma cor particular, ampliando ou reduzindo o impacto das experiências reais, e muitas vezes, modificando a natureza e o sentido das experiências vivenciadas.
Emoções: Podem ser definidas como reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos. Assim a emoção é um estado afetivo intenso, de curta duração, originando geralmente como a reação do indivíduo a certas excitações internas ou externas, conscientes ou inconscientes.
Sentimentos: São estados e configurações afetivas estáveis.Os sentimentos estão comumente associados a conteúdos intelectuais, valores, representações e, em geral, não implicam concomitantes somáticos.
Sentimentos da esfera da tristeza: Melancolia, saudade, tristeza, nostalgia, vergonha, impotência, aflição,culpa, remorso, autodepreciação, autopiedade, sentimento de inferioridade, infelicidade,tédio, desesperança,e etc.
Sentimentos da esfera da alegria: Euforia, júbilo, contentamento, satisfação, confiança, gratificação, esperança, expectativa, etc.
Sentimento da esfera de agressividade: Raiva, revolta, rancor, ciúme, ódio, ira, inveja, vingança, repudio, nojo, desprezo e  etc.
Sentimentos  relacionados á atração pelo outro: Amor, atração, tesão, estima,carinho,gratidão, amizade, apego, apreço, respeito,consideração,admiração,etc.
Sentimentos associados ao perigo: Temor, receio, desamparo, abandono, rejeição,etc.
Sentimentos de tipo narcísico: Vaidade, orgulho,arrogância,onipotência, superioridade,empáfia,prepotência,etc.
Afetos: Defini-se afeto como a qualidade e o tônus emocional que acompanha uma idéia ou representação mental.
Paixões: A paixão é um estado afetivo extremamente intenso, que domina a atividades psíquica como um todo captando e dirigindo a atenção e o interesse do indivíduo em uma só direção,inibindo os demais interesses.
Reação afetiva: Ocorre sempre em um contexto de relações do Eu com o mundo e com as pessoas,variando de um momento para outro á medida que os eventos e as circunstâncias da vida se sucedem.
Sintonização afetiva: È a capacidade de o individuo ser influenciado afetivamente por estímulos externos;assim, o sujeito entristece-se com ocorrências dolorosas, alegra-se com eventos positivos, ri com uma boa piada, enfim, entra em sintonia com o ambiente.
A irradiação afetiva: È a capacidade que o indivíduo tem de transmitir, irradiar ou contaminar os outros com seu estado afetivo momentâneo;por meio da irradiação afetiva, faz com que os outros entrem em sintonia com ele.
Rigidez afetiva: O individuo não deseja, tem dificuldade ou impossibilidade tanto de sintonização como de irradiação afetiva;ele não produz reações afetivas nos outros nem reage afetivamente diante da situação existencial cambiante.
Sentir propriamente o medo: O homem primeiro vê o tigre,começa em seguida a suar, a empalidecer, a ter taquicardia e, em conseqüência dessas mudanças corporais, passa, então, a sentir propriamente o medo.
Circuito cerebral das emoções: Incluem estruturas da face medial dos lobos temporais e frontais.Tais estruturas seriam basicamente um hipocampo, o fórnice , os corpos mamilares,o hipotálamo, os núcleos talâmicos anteriores e o giro singular do lobo frontal.São estruturas filogeneticamente muito antigas.
O sistema límbico: Compreende estruturas corticais como o córtex  límbico frontotemporal, o hipocampo e o giro singulado,bem como estruturas subcorticais, como a amígdala, os núcleos septais, hipotálamo, os núcleos anteriores do tálamo e, em parte,os núcleos da base.
Amígdala: È uma estrutura situada na região temporal medial, que, juntamente com suas proteções eferentes e aferentes,tem grande importância nas reações de medo.
O núcleo lateral da amígdala: Esta envolvido com a percepção de estímulos auditivos relacionados ao medo.Além de estímulos auditivos,estímulos visuais (principalmente relacionados à expressão facial emocional), assim como olfativos e gustativos, também cheiro chegam á amígdala,e formando sobre o ambiente, sobretudo em relação à colaboração afetiva dos estímulos ambientais.
Núcleo central da amígdala: Emite projeções para o tronco cerebral (principalmente para a substância cinzenta periaquedutal, p. ex.,desencadeando reações de congelamento) e para o hipotálamo, conduzindo respostas hormonal ao medo  e ao estresse.Tais respostas hormonais e comportamentais preparariam o individuo para ações do tipo luta,fuga,alimentação ou sexo.
Córtex orbitofrontal: Esta intimamente relacionada ás emoções, esta região situa-se na parte mais dianteira dos lobos frontais, em posição acima adjacente aos globos oculares, sendo particularmente ativada após estímulo tátil prazeroso, assim como por odores  e sabores agradáveis.
Circuito séptico hipocampal: Tem sido implicado nas experiências de ansiedade.Também outros circuitos, que envolvem o  hipotálamo, o tronco cerebral, o córtex renal  adjacente  e o telencéfalo basal, tem sido apontados como relevantes para diferentes experiências emocionais.
A porção medial do lobo frontal: Essa área possui importantes eferências para a amígdala e as zonas do mesencéfalo, é parte do sistema modulador cardiovascular e de resposta dopaminérgicas e de ACTH/corticosterona  a estímulos aversivos.
O giro cingulado: Localizado na porção medial dos lobos frontais, está envolvido de modo estrategicamente importante no controle das emoções.
Lobo parietal direito: Pacientes com lesão nesta área apresentam agnosia do dimídio esquerdo com heminatenção visual à esquerda.Responde com indiferença quando são constatados seus déficits (anosognosia) e podem apresentar humor expansivo, alegre, em contraposição ao humor triste e apático  dos pacientes com lesões nas áreas frontais anteriores esquerdas.
Angustia: É um afeto básico emergindo do eterno conflito entre  o indivíduo, seus impulsos instintivos primordiais, seus desejos e suas necessidades, por um lado, e, por outro, as exigências de comportamento civilizado, restrições (por exemplo, não desejar a mulher do próximo, não matar, respeitar o tabu  do incesto,etc.) que a cultura impõe ao individuo.Devido a tais restrições, a pessoa experimenta irremediáveis “mal-estar na cultura”.
Depressão ou melancolia: Relaciona-se ao modo particular  de elaboração inconsciente de perdas reais ou simbólicas .
Distimia: É o termo que designa  a alteração  básica  do humor,  tanto no sentido  da inibição como no sentido  da exatidão.
Transtorno distimia: Segundo a classificação do CID-10 e do DSM-IV, é um transtorno depressivo leve e crônico.
Depressão: Significa tristeza patológica,que se tornou uma designação consagrada, que vem substituindo o termo clássico “distimia hipotímica ou melancólica.
Distimia hipertímica: Expansiva ou eufórica, para nomear a exaltação patológica do humor, ou seja, as bases afetivas dos quadros maníacos.Muito freqüentemente junto com o humor depressivo (sobretudo quando este é acompanhado de desesperança e muita angustia) ocorre idéias relacionadas à morte (“gostaria de morrer para que o sofrimento acabasse.”), idéias suicidas (“penso em me matar, em acabar com minha vida.”), planos suicidas (“planejei como iria me matar.”), atos (“comprei remédios, venenos, uma corda para me enforcar.”) e  tentativas de suicídio.
Disforia: Diz respeito à distimia acompanhada de uma tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada.
Depressão disfórica ou mania disfórica: Esta sendo designado um quadro de depressão ou de mania acompanhada  de forte  componente de irritação, amargura, desgosto ou agressividade.
Hipotimia: Refere-se à base afetiva de todo transtorno depressivo.
Hipertimia ou distimia hipertímica: Refere-se  a humor patologicamente alterado no sentido de exaltação e da alegria.
Euforia ou alegria patológica: Defini-se o humor morbidamente exagerado, no qual predomina um estado de alegria intensa e desproporcional às circunstâncias.
Elação ou expansão do eu: É uma sensação subjetiva de grandeza e de poder. O eu vai além dos seus limites, ganhando o mundo.
Puerilidade: É uma alteração do humor que se caracteriza pelo aspecto infantil, simplório, regredido.O indivíduo ri ou chora por motivos banais; sua vida afetiva é superficial, sem afetos profundos,consistentes e duradouro.Verifica-se a puerilidade especialmente na esquizofrenia hebefrenica, em indivíduos com déficit intelectual, em alguns quadros histéricos e em personalidades imaturas de modo geral.
Moria: É uma  forma de alegria muito pueril, ingênua, boba, que ocorre principalmente em pacientes com lesões extensas dos lobos frontais, em deficientes mentais e,em indivíduos com quadros demências acentuados.
Estado de êxtase: Há uma experiência de beatitude, um sensação de solução do Eu no todo, de compartilhamento intimo do estado afetivo interior com o mundo exterior, muitas vezes com o colorido hipertímico e expansivo.Esta freqüentemente associados a experiências circunscritas  a um contexto religioso ou místico, não sendo aqui considerado como fenômeno psicopatológico, mas  cultural.Presente também em alguns transtornos histéricos, na esquizofrenia ou na mania.
Irritabilidade patológica: Há hiper-restividade desagradável, hostil e, eventualmente, agressiva a estímulos (mesmo leves) do meio exterior.Qualquer estímulo é sentido como perturbador, e o indivíduo reage prontamente de forma disfórica. Qualquer ruído (de crianças da televisão, de carros,etc.), a presença de muitas pessoas no local, qualquer crítica à  pessoa do doente, enfim , tudo é vivenciado com muita irritação.
Irritabilidade: É um sintoma bastante freqüente e inespecífico,indicando, não raramente, quadro de natureza orgânica.
Ansiedade: É definida como estado de humor desconfortável, apreensão negativa em relação ao futuro, inquietação interna desagradável.Inclui manifestações somáticas e fisiológicas (dispnéia,taquicardia, vasoconstrição ou dilatação, tensão muscular, parestesia, tremores, sudorese, tontura, etc.) e manifestações psíquicas (inquietação interna, apreensão, desconforta mental, etc.).
Angústia: É um tipo de vivência mais “pesada”, mais fundamental que a experiência da ansiedade.Relaciona-se diretamente à sensação de aperto no peito e na garganta de compreensão, sufocamento .Assemelha-se muito à ansiedade mas tem conotação mais corporal e mais relacionada ao passado.
Medo: Caracteriza-se por referir-se a um objeto mais ou menos preciso, diferencia-se da ansiedade e da angústia, que não se referem a objetos preciosos (o medo é quase sempre, medo de algo).
Angústia de castração (Freud): Em sensu strictu, seria o medo de perder ou ferir os genitais, de ser castrado, no contexto do complexo de Édipo.
Angústia de morte ou de aniquilamento: É a sensação intensa de angústia  perante perigo ou situação (real ou fantasia) que indiquem ao sujeito a proximidade ou a possibilidade iminente  da morte ou do aniquilamento (do corpo, do ego).
Ansiedade depressiva: É vivida por um sujeito que teme perder deus objetos bons; teme que estes sejam destruídos ou desintegrados, e, juntamente com eles, seu próprio Eu.
Ansiedade persecutória ou paranóide: É o tipo de ansiedade vivida como temor de retaliação feroz aos ataques imaginários, fantasmagóricos, que o sujeito, em sua fantasias, perpetrou contra seus objetos internos ou externos.
Angústia de separação: Seria as reações emocionais vividas pela criança quando separada da mãe, manifestando seus afetos com  choro, desespero e grande aflição.
Angústia existencial: Se articula ao fato de o homem estar condenado a ser livre, a não poder de forma alguma abdicar de seu livre arbítrio, em  oposição a todos os determinismo histórico e sociais.
Ansiedade de desempenho: É a  reação de ansiedade associada a  temores em relação à execução de uma tarefa, à possibilidade de ser avaliado criticamente por pessoas importantes  ou significativas.
Ansiedade antecipatória: É a ansiedade vivenciada antes da ocorrência de uma situação estressantes experimentada na imaginação do indivíduo que fica remoendo como será sua  futura  situação  desconfortável.Trata-se de um tipo de ansiedade muito comum em indivíduos com fobias  sociais que, ao imaginarem que no dia seguinte irão entrar em contato com pessoas desconhecidas ou críticas, sofrem antecipadamente diante da possibilidade de tal encontro.
Embotamento afetivo: É observável por meio da mímica, da postura e da atitude do cliente. Ocorre tipicamente nas formas negativas, deficitárias de esquizofrenia.
Apatia: Incapacidade de sentir afeto.
Anedonia: Incapacidade de sentir prazer.
Bela indiferença: Trata-se de certas friezas afetivas incompreensível diante dos sintomas que o cliente apresenta (p.ex.,paralisia psicogênicas das pernas, somatizações, perdas psicogênicas da voz, da visão, etc.) uma frieza e uma indiferença  que parecem indicar qual, no fundo (de forma inconsciente), o cliente sabe que seus sintomas são psicogênicos e potencialmente reversíveis, denotando até certo exibicionismo por trás da indiferença .
Labilidade  e a incontinência afetiva: Podem ocorrer em quadros de depressão ou mania, estados graves de ansiedade e esquizofrenia.Deve-se sempre lembrar que tanto a labilidade como a incontinência afetiva são sintomas que podem estar associados a quadros psico-orgânicos associados a risos patológicos e choro patológicos.
Neotimia: É a designação para sentimentos e experiências afetivas por clientes em estado psicótico. São afetos muito estranhos e bizarros para a própria pessoa que os experimenta.
Fobia simples: É o medo intenso e desproporcional de determinados objetos, geralmente pequenos animais (baratas, sapo, cachorro, etc. .)
Fobia social: É o medo de contato e interação social, principalmente com pessoas pouco familiares ao indivíduo e em situações nas quais o cliente possa se sentir examinado ou criticado por tais pessoas (proferir aulas ou conferências, ir a festas, encontros, etc.).
Agorafobia: É o medo de espaços amplos e de aglomerações como estágios, cinemas, supermercados.Inclui-se na agorafobia o medo de ficar retido em congestionamento.
Claustrofobia: É o medo de entrar (e ficar preso) em espaços fechados, como elevadores, salas pequenas, túneis, etc. Há, além dessas quatro formas mais comuns de fobia, classificadas de acordo com o objeto ou a situação fobígena.
Pânico: É a reação de medo intenso, de pavor, relacionada geralmente ao perigo imaginário de morte iminente, descontrole ou desintegração.O pânico se manifesta quase sempre com crises de pânico.
Crises de pânico: São crises agudas e intensas de ansiedade, acompanhada por medo intenso de morre ou de  perder o controle e de acentuada descarga autonômica (taquicardia, sudorese, etc.).As crises caracterizam-se pelo inicio abrupto de uma sensação de grande perigo e desejo de fugir ou escapar de situação.
Ciúmes: É um fenômeno emocional complexo no qual o individuo sente receio, medo, tristeza ou raiva diante da idéia , sensação ou certeza  de que a pessoa amada gosta mais de outra pessoa (ou objeto) e pode abandoná-lo ou preteri-lo.
Ciúmes de intensidade extrema: Desprovido de crítica, é difícil de ser diferenciado do delírio de ciúmes.
Inveja: É  a sensação de desconforto, raiva e angústia diante da constatação de que outra pessoa possui objetos, qualidades, relações que o indivíduo gostaria de ter, mas não tem.Pode ser importante fonte de sofrimento em indivíduos imaturos , extremamente neuróticos e com transtornos da personalidade. Além disso, a inveja intensa pode ter efeitos devastadores nas relações interpessoais.


Capitulo 17
À vontade, a psicomotricidade e suas alterações
 Ataraxia: é um estado de indiferença volitiva e afetiva desejada e buscada ativamente pelo individuo.
Automutilação: é o impulso (ou compulsão) seguido de autolesão voluntária.
Tricotilomia: são pacientes que produzem escoriações na pele e nas mucosas, furam os braços com pregos e pedaços de vidros, arrancam o cabelo.
Frangofilia: impulso patológico de destruir os objetos que circundam o individuo.
Piromania: é o impulso de atear fogo a objetos, prédios, lugares e etc.Ocorre principalmente em indivíduos com transtornos de personalidade.
Dipsomania: ocorre como impulso ou compulsão periódica para ingestão de grandes quantidades de álcool.
Patomania: é a compulsão de beber água ou outros líquidos sem que haja sede exagerada.
Polidipsia: O individuo sente sede exagerada, geralmente devido a alterações metabólicas em seu organismo.
Fetichismo: é o impulso e o desejo sexual concentrado em (ou exclusivamente relacionado à) partes da vestimentas ou do corpo da pessoa desejada.
Exibicionismo: é o impulso de mostra os órgãos genitais, geralmente contra a vontade da pessoa que observa.
Voyeurismo: é o impulso de obter prazer pela observação visual de uma pessoa que está tendo relação sexual ou simplesmente está nua ou se despindo.
Pederastia: é o desejo sexual por criança ou adolescentes do mesmo sexo.
Gerontofilia: é o desejo sexual por pessoas consideravelmente mais velhas que o individuo.
Zoofilia: (ou bestianismo) é o desejo sexual dirigido a animais.
Necrofilia: (ou vampirismo) é o desejo sexual dirigido a cadáveres.
Coprofilia: é a busca do prazer com uso de excrementos no ato sexual.
Ninfomania:é o desejo sexual quantitativamente muito aumentado na mulher, e a satiríase, em nível muito aumentado no homem.
Poriomania: è o impulso e o comportamento de andar a esmo, viajar “desaparecer de casa “ganhar o mundo” , como se diz na linguagem popular.
Cleptomania: ou roubo patológico. È o ato impulsivo ou compulsivo de roubar, precedido geralmente de intensa ansiedade a apreensão, que apenas se alivia quando o individuo realiza o roubo.
Jogo patológico: É a compulsão por jogos de azar, fazer apostas, especular com dinheiro, apesar de prejuízos financeiros e sócias e percebidos pelo sujeito.
Negativismo: É a oposição do individuo as solicitações do meio ambiente.
Sitiofobia: é a recusa sistemática de alimentos, geralmente revelando negativismo profundo.
Fenômenos do Eco (ecopraxia, ecolalia, ecomimia, ecografia): Neste caso, o individuo repete de forma automática, durante a entrevista os últimos atos do entrevistador, suas palavras ou silabas reações mímicas ou escritas.
Automatismo: O termo apresenta alguns significados diferentes que, embora parecidos, tem algumas especificidades, refere-se a sintomas, (movimento de lábios, língua e deglutição, abotoar/desabotoar a roupa, deambular a esmo). De modo geral são decorrentes de estreitamento do campo da consciência.
Estupor: É a perda de toda a atividade espontânea, que atinge o individuo globalmente, na vigência de um nível de consciência aparentemente preservado e de capacidade sensório-motoro para reagir ao ambiente.
Catalepsia: É acentuado exagero do tônus postural, com grande redução da mobilidade passiva dos vários segmentos corporais e com hipertonia muscular global de tipo plástico.
Cataplexia: É a perda abrupta do tônus muscular, geralmente acompanhada de queda ao chão.
Maneirismo: É um tipo de estereotipia motora caracterizada por movimentos bizarros e repetitivos, geralmente complexos, que buscam certo objetivo, mesmo que esdrúxulo.
Conversão: Há o surgimento abrupto de sintomas físicos (paralisias, anestesias, contraturas conversivas, ataxias psicogênica.
Camptocormia: Que é o caminhar com o tronco fletido para a frente.
Abasia: É a impossibilidade ou dificuldade para a marcha.
Astasia: A impossibilidade de ficar em pé quando não há razão orgânica pra isso.
Hiperventilaçao psicogênica: A respiração se acelera, fica quase imperceptível e é marcada por suspiros não obstrutivos.
Apragmatismo ou Hipopragmatismo: É a dificuldade ou incapacidade de realizar condutas volitivas e psicomotoras minimamente complexas, como cuidar da higiene pessoal, limpar o quarto, participar de trabalhos domésticos, envolver-se em qualquer tipo de atividade produtiva para si ou pra seu meio.
Apraxia: É a impossibilidade ou a dificuldade em realizar atos intencionais, gestos complexos, voluntários, conscientes, sem que haja paralisias, paresias ou ataxias, e sem que faltem também o entendimento da ordem para fazê-lo ou a decisão de fazê-lo.


 Capítulo 18
O pensamento e suas alterações
 O Curso do pensamento: é o modo como o pensamento flui, a sua velocidade e o seu ritmo ao longo do tempo.
Forma de pensamento: é a sua estrutura básica, sua arquitetura preenchidas pelos mais diversos conteúdos e interesses do indivíduo.
Pensamento normal: é ser regido pela lógica formal e orientar-se segundo a realidade e os princípios de racionalidade da cultura na qual o indivíduo se insere.
Princípios da identidade: também é denominado princípio da não contradição.
Lei da contigüidade: e a base da magia de contágio que utiliza o preceito de que coisas que estiveram em contato continuam unidas.
Lei da similaridade: é a base chamada de magia imitativa nesse caso, domina a idéia de que o semelhante produz o semelhante.
Pensamento demencial trata-se também de pensamento pobre porem tal empobrecimento é desigual, ao contrário do que ocorre no pensamento deficitário no qual o empobrecimento é mais homogêneo.
Pensamento desagregado: trata-se de pensamento radicalmente incoerente no qual os conceitos e os juízos não se articulam minimamente de forma lógica.
Pensamento obsessivo: aqui predominam idéias ou pensamentos que, apesar de terem conteúdo absurdo ou repulsivo para o individuo se impõem a consciência de modo persistente e incontrolável.
Aceleração do pensamento: o pensamento flui de forma muito acelerada uma idéia se sucedendo a outra rapidamente.
Fuga de idéias: é uma alteração da estrutura do pensamento secundária a acentuada aceleração do pensamento no qual uma idéia se segue a outra de forma extremamente rápida perturbando se as associações lógicas entre os juízos e os conceitos.
Descarrilhamento do pensamento: o pensamento passa a extraviar-se de seu curso normal toma atalhos colaterais desvios pensamentos supérfluos retornando aqui acolá ao seu curso original.
Desagregação do pensamento: neste caso, a profunda e radical perda dos enlaces associativos total perda da coerência do pensamento.
Conteúdo do pensamento: é aquilo que preenche a estrutura do processo de pensar.
Persecutoriedade: é a vivencia de perseguição


Capítulo 19
O juízo de realidade e suas alterações (o delírio)

Ajuizar: produzir juízos
Crenças culturalmente sancionadas: são descritas como partilhadas por um grupo cultural (religioso, político, étnico, grupo de jovens, grupo místico ou outro agrupamento social).
Idéias delirantes: são juízos patologicamente falsos.
Grau de convicção: grau que determina até que ponto o paciente está convencido da realidade de suas idéias delirantes.
Extensão: trata-se da extensão com que as idéias delirantes envolvem diferentes áreas da vida do paciente.
Bizarrice ou implausibilidade: trata-se do grau em que as crenças delirantes se distanciam das convicções culturalmente compartilhadas pelo grupo social de origem do paciente.
Desorganização: verificação do ponto que as idéias delirantes são consistentes.
Pressão ou preocupação: o quanto o paciente está preocupado e envolvido com suas crenças delirantes.
Respostas afetiva ou afeto negativo: Trata-se do quanto às crenças delirantes abalam ou tocam afetivamente o paciente.
Comportamento desviante: Verificação do quanto o paciente age em função do seu delírio e em que medida ele pratica atos estranhos, perigosos ou inconvenientes a partir de suas idéias delirantes.
Delírio simples (monotemáticos): São idéias que se desenvolvem em torno de um só conteúdo, de um tema único.
Delírios complexos (pluritemáticos): São aqueles que englobam vários temas ao mesmo tempo, com múltiplas facetas, envolvendo conteúdos de perseguição, de ciúmes, etc.
Delírios não-sistematizados: Neste caso, são delírios sem concatenação consistente.
Delírios sistematizados: São os delírios bem-organizados, com histórias ricas, consistentes e bem-concatenadas.
Trema: Este termo vem do jargão do teatro; trata-se da tensão e da expectativa do ator logo antes de entrar em cena.  É a fase que precede imediatamente o surgimento das idéias delirantes.
Apofania: Experiências delirantes descritas como percepção delirante, falsos reconhecimentos e desconhecimentos delirantes, difusão e sonorização do pensamento e vivências corporais delirantes.
Fase apocalíptica: Desorganização do sujeito após a primeira revelação do delírio inicial. O sujeito delirante parece viver a estranha reestruturação de seu mundo.
Consolidação: Depois de certo tempo do início do processo psicótico, de idas e vindas de desorganização e reorganização, ocorre certa estabilização.
Fase de resíduo: Trata-se da fase final do processo psicótico-delirante. Há perda do impulso e da afetividade manifestada.
Delírio intuitivo: O indivíduo intui o delírio de repente, pois capta de forma imediata novo sentido nas coisas, percebe nova realidade totalmente convincente e irredutível.
Delírio imaginativo: presente na constituição da maior parte dos delírios, acompanhando a atividade interpretativa lado a lado.
Delírio catatínico: Em estados afetivos intensos, como nas depressões graves e nos quadros de mania, o indivíduo passa a viver em um mundo fortemente marcado por esse estado afetivo (catatimia).
Delírio mnênico: O delírio é construído por recordações e elementos da memória (verdadeiros e falsos) que ganham dimensão delirante.
Delírio onírico: São os delírios associados a quadros de turvação da consciência, ricos em vivências oníricas com alucinações cênicas, ansiedade intensa e certa confusão do pensamento.
Delírio alucinatório: É constituído a partir de experiências alucinatórias ou pseudo-alucinatórias intensas, como alucinações auditivas de conteúdo persecutório ou alucinações visuais muito vívidas.
Delírio persecutório ou de perseguição: O indivíduo acredita que é vítima de um complô e está sendo perseguido por pessoas conhecidas ou desconhecidas.
Delírios de referências: O indivíduo apresenta a tendência dominante a experimentar fatos cotidianos fortuitos, objetivamente sem maiores implicações, como referentes à sua pessoa.
Delírios de relação: O indivíduo constrói conexões significativas entre os fatos normalmente percebidos.
Delírios de influência ou controle: O indivíduo vivencia intensamente o fato de estar sendo controlado, comandado ou influenciado por forças, pessoa ou entidades externa.
Delírios de grandeza: O indivíduo acredita ser extremamente especial, dotado de capacidades e poderes.

Delírio místico ou religioso: O individuo afirma ser um novo messias, um Deus, Jesus, um santo poderoso ou, até, um demônio.
Delírio de ciúmes e delírio de infidelidade: O indivíduo percebe-se traído pelo cônjuge de forma vil e cruel.
Delírio erótico: O indivíduo afirma que uma pessoa, geralmente de destaque social, está totalmente apaixonada por ele irá abandonar tudo para que possam se casar.
Delírios de conteúdo depressivo: São aqueles que têm temática de colorido marcadamente triste, como ruína ou miséria, culpa ou auto-acusação, doenças e mesmo o desaparecimento de partes do corpo.
Delírios de ruína: O indivíduo vive em um mundo repleto de desgraças, está condenado à miséria, ele e sua família irão passar fome, o futuro lhe reserva apenas sofrimento e fracassos.
Delírios de culpa e auto-acusação: O indivíduo afirma, sem base real para isso, ser culpado por tudo de ruim que acontece no mundo e na vida das pessoas que o cercam.
Delírio de negação de órgãos: O indivíduo experimenta profundas alterações corporais. Rela ta que seu corpo está destruído ou morto.
Delírio hipocondríaco: O indivíduo crê convicção extrema que tem uma doença grave, incurável, que tem câncer ou AIDS.
Delírio de reivindicação: O indivíduo de forma completamente desproporcional em relação à realidade, afirma ser vítima de terríveis injustiças e discriminações.
Delírio de invenção ou descoberta: O indivíduo completamente leigo em ciência ou na área tecnológica revela ter descobertas nessas áreas.
Delírio de reforma: Ocorre entre indivíduos que se sentem destinados a salvar, reformar, revolucionar ou redimir o mundo ou sua sociedade.
Delírio cenestopático: O indivíduo afirma que existe animais ou objetos dentro de seu corpo.
Delírio de infestação: O indivíduo acredita que seu corpo está infectado por pequenos organismos.
Delírio fantástico ou mitomaníaco: O indivíduo descreve histórias fantásticas com convicção plena, sem qualquer crítica.



Capitulo 20
A linguagem e suas alterações
 Langue, ou seja, a língua, o sistema lingüístico que inclui todas as regularidades e os padrões que subjazem aos enunciados de uma língua.
Parole (em português, palavra, seja ela falada, lida ou escrita), ou seja, os comportamentos lingüísticos empreendidos pelos sujeitos, os seus enunciados reais (Weedwood, 20002).
Fonéticos, que se refere aos sons, aos elementos matérias da fala.
Semântico, relacionado à significação dos vocábulos utilizados em determinada língua.
Sintático, que diz respeito à relação lógica das diversas palavras.
Função comunicativa, que garante a socialização do individuo.
Suporte do pensamento, particularmente de sua forma evoluída, como pensamento lógico e abstrato.
Dimensão artística ou lídica, como elaboração e expressão do belo, do dramático, do sublime como poesia, como literatura.
Afasia é a perda da linguagem, falada e escrita, por incapacidade de compreender e utilizar os símbolos verbais (revisões em engelhardt; Rozenthal, 1996; Madalozzo; Tognola, 2006).
Afasia de expressão ou Broca. Trata-se da afasia não fluente,na qual o individuo, apesar do órgão fonador preservado,não consegue falar ou fala com dificuldades.
Agramatismo (o individuo fala sem observar as preposições, os tempos verbais, etc. produzindo enunciados como; "eu querer isso"; "gostar de água"; etc.).
Afasia de compreensão ou de Wernicke. Consiste na afasia fluente, em que o individuo continua podendo falar, mas a sua fala é muito defeituosa, às vezes incompreensível.
Afasia Global. Geralmente é uma afasia grave, não-fluente, acompanhada por hemiparesia direta, mais acentuada no braço.
Parafasias são formas mais discretas de déficit de linguagem, nas quais o individuo deforma determinadas palavras, como designar de "cameila" a cadeira, de "ibro" o livro, e assim por diante.
Agrafia é a perda, lesão orgânica, da linguagem escrita, sem que haja qualquer déficit motor ou perda cognitiva global.
Alexia é a perda, de origem neurológica, da capacidade previamente adquirida para a leitura.
Disartria, è a capacidade de articular corretamente as palavras devido a alterações neutronais referentes ao aparelho fonador, alterações estas que produzem paresias, paralisias ou ataxias da musculatura da fonação.
Disfonia e disfemia, estes são termos importantes na clinica, geralmente utilizados de forma imprecisa em psicopatologia.
Disfonia, è a alteração da fala produzida pela mudança na sonoridade das palavras.
Afonia, è uma forma acentuada de disfonia, na qual o individuo não consegue emitir qualquer som ou palavra.
Definia, é a alteração da linguagem falada sem qualquer lesão ou disfunção orgânica, determinada por conflitos e fatores psicogênicos.
Dislalia é a alteração da linguagem falada que resulta da deformação, da omissão ou da substituição dos fonemas, não havendo alterações identificáveis nos movimentos dos músculos que participam da articulação e da emissão das palavras.
Logorréia existe a produção aumentada e acelerada (taquifasia) da linguagem verbal, um fluxo incessante de palavras e frases, freqüentemente associado ao taquipsiquismo geral, podendo haver perda da lógica do discurso.
Loquacidade é o aumento da fluência verbal sem qualquer prejuízo do lógico do discurso.
Mutismo, de modo muito genérico, o mutismo pode ser definido como a ausência de resposta verbal oral por parte do doente.
Mutismo eletivo ou seletivo, forma psicogênica de mutismo ocasionada conflitos interpessoais, principalmente na escola, dificuldades de relacionamento familiares, frustrações, medos, ansiedade social, intensa timidez.
Mutismo acinético, ou coma vigil são termos utilizados em neurologia para descrever a variedade de estados nos quais há completa não-responsividade do indivíduo com manutenção dos olhos abertos.
Palilalia é a repetição automática e estereotipada pelo cliente da última ou das últimas palavras que ele próprio emitiu em seu discurso.
Logoclonia é um fenômeno semelhante à palilalia, sendo que aqui a repetição automática é a das últimas sílabas que o cliente pronunciou.
Verbigeneração é a repetição, de forma monótona e sem sentido comunicativo aparente, de palavras, sílabas ou trechos de frases.
Mussitação, fenômeno próximo à verbigeneração, é a produção repetitiva de uma voz muita baixa, murmurada, em tom monocórdio, sem significado comunicativo.
Neologismo patológico são palavras inteiramente novas criadas pelo cliente ou vocábulos já existentes que recebem acepção totalmente nova.
Estilizações, Rebuscamento e Maneirismo, que indicam a transformação do pensamento e do comportamento geral do cliente no sentido de adotar posturas e funcionamentos rígidos e estereotipados.
Jargonofasia ou Esquizofasia, estados avançados de desorganização esquizofrênica, também denominada salada de palavras.
Criptolalia, uma linguagem falada completamente incompreensível, uma língua privada do cliente que ninguém entende.
Criptografia, (no caso da linguagem escrita).
Parafasias, deformações de palavras existentes; "caieira", em vez de "cadeira", e mais freqüentemente a dificuldade em encontrar as palavras.
Afasia nominal, déficit em nomear objetos e figuras apresentadas ao cliente.


Capitulo 21
Funções psíquicas compostas e suas alterações: consciência e valoração do Eu, personalidade e inteligência
 Personalização: O fenômeno do qual se percebe em todas as atividades psíquicas um tom especial de meu de pessoal daquilo que é feito e vivenciado por mim mesmo.
O homem existindo já não pode mais existir a sua existência: Consiste na suspensão da sensação normal do próprio eu corporal e psíquico na carência da consciência do fazer próprio no distanciamento do mundo perceptivo na perda da consciência do sentimento do eu.
Contato continuo com a realidade: é aquilo que oferece resistência ao individuo opondo-se aos seus desejos possibilitando que um mundo externo e objetivo seja reconhecido com o tempo.
Investimento amoroso e narcísico dos pais sobre a criança.
Consciência de atividade do eu: Trata-se da consciência intima de que em todas as atividades psíquicas que ocorrem é o próprio eu que as realiza e presencia.
Alteração da consciência da existência: consiste na suspensão da sensação normal do próprio eu, corporal e psíquico na carência da consciência do fazer próprio no distanciamento do mundo perceptivo na perda da consciência do sentimento do eu.
Consciência de identidade do eu no tempo: Trata-se da consciência de ser o mesmo na sucessão do tempo.
Consciência da oposição do eu em relação ao mundo: é a consciência da clara oposição do eu ao mundo externo a percepção evidente da separação entre o eu subjetivo e o espaço exterior.
Despersonalização: é o sentimento de perda ou de transformação do eu.
Desrealização: é a transformação e a perda da relação de familiaridade com o mundo comum no sentido de uma relação de profunda estranheza daquilo que o dia a dia e comum e familiar.
Conestesia: é o conjunto de sensação internas oriundas de todos os pontos do corpo que se dirigem e terminam no córtex cerebral principalmente pelas vias vegetativas
Cenestopatia: é o conjunto de sensações incômodas , de mal estar de fuso associada à ansiedade que freqüentemente esta presente nos quadros depressivos neuróticos psicossomáticos e psicóticos.
Anosognosia: e a perda da capacidade de reconhecimento da doença ou do déficit naquele dimídio (hemianosognosia esquerda).
Asteriogonosia: e a perda geralmente por lesão do lobo parietal da capacidade de reconhecimento tátil de objetos familiares ou significativos (lápis, chave, cadeado etc.).
Deprimido: vive seu corpo como algo pesado. Lento difícil, fonte de sofrimento e não de prazer.
Delírio de negação de órgãos: e no qual o individuo sente que seu fígado, cérebro ou coração não estão mais lá ou apodreceram.
Transtorno da personalidade narcisista: é o melhor exemplo de manutenção de um modo de funcionamento mental e de investimento da libido do qual predomina o narcisismo.
Crise de identidade: refere se as dificuldades intensas e ao surgimento em curto período, da sensação de insegurança e confusão em relação à identidade sexual, à escolha e aos padrões de amizade à afiliação religiosa, ao sistemas de valores morais ao papel relacional perante aos pais e professores etc.

 
Capítulo 22
A personalidade e suas alterações
 Conjunto integrado de traços psíquicos: Personalidade.
Total das características individuais: O que a personalidade consiste.
Persona: Máscara dos personagens do teatro.
Personare: Ressoar por meio de algo.
O temperamento não deve ser confundido com o caráter: Pois temperamento é algo básico e constitutivo do individuo, e caráter é o tipo de reação predominante da pessoa ante diversas situações e estímulos do ambiente.
Em certos casos, o caráter se desenvolve no sentido oposto ao do temperamento: Por sobre compensação psíquica, às vezes um individuo com caráter exibicionista e teatral esconde um temperamento tímido e fóbico, ou um caráter agressivo e audaz encobre um temperamento medroso e angustiado.
Teoria dos quatro elementos: São água, terra, ar e fogo, pois todos os elementos da natureza interagem com o organismo para determinar a saúde e doença.
Tipos humanos hipocráticos:
Sanguíneo: 1º temperamento,diz que, é um tipo expansivo e otimista, mas também irritável e impulsivo, submete-se de bom grado ao clamor de seus instintos.
Fleumático ou linfático: 2º temperamento, diz que, é sonhador, pacífico e dócil, subordina-se a determinados hábitos e tende a levar uma existência isenta de paixões.
Colérico ou bilioso: 3º temperamento, diz que, possui uma vontade de tenaz e muitas vezes poderosa, tende a demonstrar ambição e desejo de domínio, tem propensão e reações abruptas e explosivas.
Melancólico ou atrabiliário: 4º temperamento, diz que, seu caráter é muito excitável, tendendo ao pessimismo, ao rancor e a solidão.
Tanto se identificou com a patente:
Ânima: É o conjunto de elementos femininos inconscientes presentes em todos os homens.
Ânimus: É o conjunto de elementos masculinos existentes no psiquismo feminino, de forma principalmente inconsciente.
Movimento: Aspectos fundamentais da personalidade
Direção da libido: extroversão
Energia psíquica: Introversão
Funções psíquicas básicas: O que o individuo usa para se adaptar ao mundo.
Extroversão: Aqui a libido flui sem embaraço ou dificuldade em direção aos objetos externos.  Os extrovertidos são pessoas que partem rápida e diretamente em direção ao mundo externo, têm as suas referências e buscam suas satisfações no ambiente externo.
Introversão: Aqui a libido recua perante os objetos do mundo externo, voltando-se para seu interior, o mundo externo é ameaçador ou sem importância, as satisfações e referências provêm do próprio mundo interno.
Pensamento: Esclarece o devido significado dos objetos, a racionalidade e a lógica dos processos da vida.
Sentimento: Na concepção de Jung, relaciona-se com a capacidade de estimar afetivamente o mundo,de decidir que valor afetivo emocional determinado fenômeno tem para o indivíduo.
Intuição: É uma percepção inconsciente, uma apreensão imediata de como os objetos do mundo se comportam, de como os fenômenos ocorrem.
Fixada: Se fixar em alguma coisa.
Regressão: Regredir, voltar.
Complexo de Édipo:
Fase oral: A primeira forma de organização do desejo libidinal da criança, onde a maior fonte de prazer são a boca e o ato de sucção, a libido concentra-se no mamar.
Tipo oral: Tende à avidez no tomar e no receber; não suporta a privação e tem dificuldades com a rejeição.
Fase anal: A segunda forma de organização da libido, onde a criança tem interesse e prazer em reter e expelir fezes.
Tipo anal: Pode ter seu prazer tanto concentrado no reter seus afetos, atos e pensamentos, como no expelir, expulsar abruptamente esses elementos psíquicos.
Fase fálica: A terceira fase, onde as crianças onde de ambos os sexos interessam-se crescentemente por seus próprios genitais.
Tipo fálico: Pode tender o exibicionismo físico e mental, ao narcisismo de suas qualidades, aos atributos e poderes ou à inibição amedrontada em desejar qualquer coisa que lhe seja de valor.
Longilíneos ou Leptossômicos: São indivíduos nos quais predomina o diâmetro longitudinal, vertical, sobre todos os outros; tem corpos delgados, ombros estreitos, peito aplainado, rosto alargado e estreito, membros, mãos e pés longos e delgados.
Brevelíneos ou Pícnicos: Predomina o diâmetro ântero-posterior do tronco, principalmente do abdome. O rosto é arredondado, e os membros, curtos. Tenderiam a ciclotimia ou à sintonia.
Tipo atlético ou Muscular: O sistema ósseo e muscular são desenvolvidos. Há predomínio do diâmetro transversal, ombros largos, cadeiras estreitas, e pescoço grosso.
Modelo de Eysenck: Uma perspectiva genética e psicofisiológica da personalidade e a aceitação de aspectos da teoria comportamental.
Modelo dos cinco fatores: São cinco dimensões de personalidade.
Neuroticismo: Traços ansiosos, tensão, preocupação, autopiedade, instabilidade.
Extroversão: Propensão a atividade, energia, entusiasmo, busca dos outros, assertividade (a introversão é o seu oposto).
Abertura: Curiosidade, imaginação, originalidade, tendência a arte, maior insight e abertura de interesses.
Amabilidade: Gentil, confiável, valorizador, generoso, empático, perdoador.
Consciênciosidade: Organizado, eficiente, responsável, confiável, planejador.
Procura por novidade: Nesta dimensão, os estímulos mais relevantes seriam a novidade, a recompensa potencial e o alívio da monotonia. Aqui haveria a tendência herdável para a excitação perante estímulos novos, assim como a busca intensa por aventuras e explorações emocionantes. O sujeito seria intolerante em relação à monotonia. Suas decisões seriam baseadas em intuições e impressões globais vagas. Ele age por impulso e muda rapidamente de interesses e amizades. As vias neuronais mais ativadas nesse padrão seriam os sistemas dopaminérgicos de recompensa. Tem-se buscado associar esse padrão de Cloninger ao maior risco de abuso e dependência de substâncias em adolescentes e aos comportamentos sociopáticos em geral.
Evitação de danos: Aqui haveria a tendência inata do sujeito de responder com intensidade a sinais de estímulos aversivos. O individuo é quase sempre temeroso, antecipando os danos possíveis. Isso revelaria uma pessoa pessimista e inibida que evita os menores riscos e busca avidamente o familiar e o previsível. As vias neuroquímicas envolvidas seriam as serotonérgicas.
Dependência de recompensa: Em tal dimensão, haveria a tendência herdável do sujeito a responder intensamente a sinais ou indicativos de recompensa. Nos sujeitos em predomina esse padrão, verifica-se extrema dependência de apoios emocionais e intimidade com os outros, são muito sensíveis às sugestões sociais e responsivos à pressão social, além de extremamente sensíveis à rejeição, mesmo em relação a pequenos menosprezos. As vias neuroquímicas envolvidas seriam as noradrenérgicas.
Psicopatia: Transtornos da personalidade em geral.
Os transtornos da personalidade são definidos pelas seguintes características:
Surgem na infância ou na adolescência: Tendem a permanecer relativamente estáveis ao longo da vida do individuo.
Conjunto de comportamentos e reações afetivas claramente desarmônicos: Envolvendo vários aspectos da vida do individuo, como afetividade, o controle de impulsos, o modo de estilo de relacionamentos interpessoais.
Longa duração e não limitado ao episódio de doença mental: O padrão anormal de comportamento e de respostas afetivas e volitivas é permanente, associada (como uma fase maníaca ou depressiva, um surto esquizofrênico).
Inclui muitos aspectos do psiquismo e da vida social: O padrão anormal de comportamento não sendo restrito a apenas um tipo de reação ou uma área do psiquismo.
Mal-adaptativo: O padrão comportamental produz uma série de dificuldades para o individuo e/ou para as pessoas que com ele convivem.
Não relacionadas diretamente à lesão cerebral: São condições, evidente ou a outro transtorno psiquiátrico (embora haja alterações de personalidade secundárias à lesão cerebral).
Algum grau de sofrimento: O transtorno de personalidade, (angústia, solidão, sensação de fracasso pessoal, dificuldades no relacionamento vividas com amargura, etc.); entretanto, salienta a CID-10, tal sofrimento pode se tornar aparente para o individuo apenas tardiamente em sua vida.
Mau desempenho ocupacional e social: É influenciado pelo transtorno de personalidade (com familiares, amigos, colegas de trabalho ou estudo). Entretanto tal desempenho precário não é condição obrigatória.
Transtornos da personalidade: Podem ser agrupados em três grandes subgrupos, que são: A – esquisitos e/ou desconfiados; B – instáveis e/ou manipuladores; C – ansiosos e/ou controlados-controladores.
Irritabilidade: Individuo que se irrita com facilidade, aparentemente sem motivos.
Impulsividade: Tendências a explosões comportamentais.
Desconfiança: Tendência a atitude paranóide em relação às pessoas.
Prolixidade: Tendência ao pensamento vago, que não chega a um fim definido.
Viscosidade: Na interação pessoal (indivíduo descrito como “grudento”, “viscoso”).
Hipergrafia: Praticar a escrita e forma compulsiva.
Circunstancialidade: Individuo com pensamento que “roda” em torno do tema.
Hiper-religiosidade: Muito ligado a questões místicas ou religiosas.
Hipossexualidade: Vida sexual ausente, sem interesse pela sexualidade.





Capitulo 23
A inteligência e suas alterações

Demência Semântica, Alterações da linguagem em crianças.
Inteligência é um constructo, Um modo de ver e estudar uma dimensão do funcionamento mental.
Egocentrismo, a criança está totalmente centrada em si mesmo.
Privação Psicossocial, (ausência dos pais ou substitutos, desnutrição, falta de estímulos cognitivos e efetivos, violência domiciliar, etc.).
Quociente de Inteligência, (QI) é uma medida convencional da capacidade intelectual do indivíduo, baseada na averiguação das distintas habilidades intelectual (verbais, visuoespaciais, abstração, cálculo, etc.).
Inteligência Limítrofe, os indivíduos com um QI entre 70 e 85 são considerados limítrofe ou intelectualmente bordeline.
Retardo Mental Leve, antigamente também denominado oligofrenia leve ou debilidade mental.
Retardo Mental Grave, esse grau de retardo mental era denominado no passado imbecilidade (como no caso do retardo moderado.)
Retardo Mental Profundo, O termo utilizado no passado para denominar o retardo mental profundo era idiotia.
Síndrome de Lesch-Nyhan, é comum se observar comportamento autoagressivo grave.
Síndrome do Frágil ocorre ansiedade social, excitação do contato visual e alteração da fala.
Síndrome de Prader-Willi, observa-se a ingestão insaciável de alimentos.

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